Seja bem-vindo a esse espaço no qual se pretende multiplicar conhecimentos pertinentes ao continente africano e de sua diáspora no Novo Mundo. É reconhecida a necessidade das trocas de saberes e a socialização do conhecimento na área da História, com vistas ao desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa na busca da inclusão de temas que contribuam para a compreensão da multiplicidade das experiências humanas e a criticar estereótipos organicamente naturalizados.



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Personalidade: Antônio Francisco Braga


O negro, músico e compositor brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, RJ no dia 15 de abril de 1868. Começou seu estudos musicais no Asilo dos Meninos Desvalidos, em 1876. Chegou a ingressar no Conservatório de Música, mas onde não ficou por muito tempo, tornando-se o responsável pela Banda do Asilo. Em 1886, concluiu seu curso de clarineta com Antônio Luís de Moura, tendo também sido aluno de Carlos de Mesquita (harmonia e contraponto). No ano seguinte, estreou Fantasia, no primeiro dos concertos da Sociedade de Concertos Populares. Em 1888, foi nomeado professor de música do Asilo. Como um dos primeiros colocados no concurso para a escolha do novo hino nacional, recebeu do governo uma bolsa para estudar na Europa.


Viajou para Paris, e foi o primeiro classificado no concurso para admissão no Conservatório de Música, onde estudou com Jules Massenet (composição). Em 1895, apresentou na Sala d’Harcourt concerto com obras suas e de outros compositores brasileiros. Em 1896, viveu em Dresden, Alemanha e visitou Bayreuth, atraído pela arte de Wagner. São dessa época o poema sinfônico "Marabá", que Braga teve a felicidade de ver dirigida por Richard Strauss, em concerto realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e o "Episódio Sinfônico", inspirado em poesia de Gonçalves Dias. E fez vários concertos no Brasil, para onde retornou ao Brasil em 1900, para dirigir a primeira representação de sua ópera "Jupira".

Foi nomeado, em 1902, professor de contraponto, fuga e composição do Instituto Nacional de Música e, em 1908, professor de música do Instituto Profissional Masculino e professor e instrutor das bandas de música do Corpo de Marinheiros e Regimento Naval. Durante cerca de 20 anos foi diretor e regente da Sociedade de Concertos Sinfônicos e professor do Instituto Nacional de Música.

Seu poema sinfônico "Insônia" foi apresentado em primeira audição na inauguração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1909. Foi o regente na inauguração da Sociedade de Concertos Sinfônicos, em 1912, sociedade da qual foi diretor artístico. Ganhou do governo francês, em 25 de julho de 1931, a comenda da Legião de Honra, no grau de cavaleiro, ano em que várias organizações e sociedades musicais do Rio de Janeiro organizaram um grande festival em homenagem a Francisco Braga.

Em 1932, a Sociedade de Concertos Sinfônicos recebeu em seus quadros o compositor Oscar Lorenzo Fernandez. Vários concertos foram realizados com grande sucesso de público. No ano seguinte, dirigindo o Festival Wagner, Francisco Braga sofreu um ataque cardíaco que o obrigou a abandonar o palco em meio à execução de Encantamento da Sexta-feira Santa, da obra Parsifal. O compositor não mais retornou às atividades de regente

Em 1937 foi criada a Sociedade Propagadora da Música Sinfônica (Sociedade Pró-Música), da qual foi Presidente Perpétuo. abandonou também o cargo de professor do Instituto Nacional de Música em 1938.

Foi fundador e primeiro presidente do Sindicato dos Músicos. É também autor de 23 hinos, a maioria escolares, e do "Hino à Bandeira", com letra de Olavo Bilac, composto em 1905. Foi escolhido como Patrono da Cadeira n. 32 da Academia Brasileira de Música. Em 1944, doou sua produção artística à Sociedade de Concertos Sinfônicos, sendo o acervo, mais tarde, transferido para a biblioteca da Escola Nacional de Música.

Aposentado do cargo de professor do Instituto, as dificuldades financeiras se agravaram. O poeta Olegário Mariano era um dos amigos que o visitavam com freqüência; ao ver a situação do maestro, solicitou ao presidente Getúlio Vargas que lhe desse uma pensão. De imediato, o Ministro da Educação, Gustavo Capanema, concedeu-lhe um prêmio de Cr$ 60.000 pelo Hino à Bandeira.
Deixou uma obra rica de prelúdios, danças e coros, poemas, música religiosa, música de câmara e obras para canto e piano. Faleceu no Rio de Janeiro em 14 de março de 1945, deixando a ópera Anita Garibaldi inacabada.


fonte:http://www.portalafricas.com.br

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