Seja bem-vindo a esse espaço no qual se pretende multiplicar conhecimentos pertinentes ao continente africano e de sua diáspora no Novo Mundo. É reconhecida a necessidade das trocas de saberes e a socialização do conhecimento na área da História, com vistas ao desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa na busca da inclusão de temas que contribuam para a compreensão da multiplicidade das experiências humanas e a criticar estereótipos organicamente naturalizados.



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia 07 de abril - Dia da Mulher Moçambicana


Josina Machel (em solteira, Josina Abiatar Muthemba) foi uma das jovens que na juventude fugiu de Moçambique para se integrar na FRELIMO e lutar pela independência do seu país. Aos 18 anos,em março de 1964,foi presa em Victoria Falls, na Rodésia,e posteriormente entregue à PIDE (Polícia Política do Regime Português), em Lourenço Marques (agora Maputo). Em maio do ano seguinte, mudou-se para a Tanzânia.
Em 1967, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), criou o Destacamento Feminino, onde Josina viria filiar-se de imediato, abdicando para isso de uma bolsa de estudos para o estrangeiro. Ainda nesse ano, foi nomeada chefe da Secção da Mulher, no Departamento de Negócios Estrangeiros.
Em 1969, Josina casou-se com Samora Machel, a quem deu um filho, mas morreu no dia 7 de Abril de 1971, vítima de doença. Com a independência de Moçambique, este dia foi consagrado como o Dia da Mulher Moçambicana.
Ela é considerada modelo de inspiração do movimento de mulheres. Na luta pela libertação de Moçambique desempenhou um papel muito importante. Foi Josina que impulsionou a criação do Centro Infantil de Nangade, em Cabo Delgado, onde elementos do Destacamento Feminino, tomavam conta das crianças que ficavam órfãs, ou crianças cujos pais estavam ausentes, no combate pela libertação nacional junto à FRELIMO.

Abordando a questão feminina e a sua participação na luta, Josina Machel escreveu:

“Antes da luta, mesmo na nossa sociedade, as mulheres tinham posição inferior. Hoje na FRELIMO, a mulher moçambicana tem voz e um importante papel a desempenhar, pode exprimir as suas opiniões; tem liberdade de dizer o que quiser. Tem os mesmos direitos e deveres que qualquer outro militante, porque é moçambicana, porque no nosso Partido não há discriminação baseada em sexo”.

A luta armada de libertação de Moçambique serviu de base para a emancipação da mulher. Estas condições surgiram através do exercício a nível do Destacamento Feminino, onde a sua participação e envolvimento ativo em várias atividades da luta era bem evidente.
A luta da valorização da mulher na FRELIMO não é recente, data desde o início da luta nacionalista, nos anos de 1960 e 1970. Foi nesta luta que pela primeira vez foi defendido o princípio de igualdade entre homens e mulheres. A FRELIMO tinha como objetivos principais garantir uma definição clara da inserção da mulher no contexto do movimento da luta nacionalista.
A filosofia da FRELIMO permitiu às mulheres uma maior visibilidade da sua condição, tendo influenciado as diretrizes do Partido no período pós-independência. A nova política do governo da FRELIMO após a libertação em 1975, trouxe significativos ganhos para as mulheres.



fontes: http://www.infopedia.pt
http://pt.wikipedia.org

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