Seja bem-vindo a esse espaço no qual se pretende multiplicar conhecimentos pertinentes ao continente africano e de sua diáspora no Novo Mundo. É reconhecida a necessidade das trocas de saberes e a socialização do conhecimento na área da História, com vistas ao desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa na busca da inclusão de temas que contribuam para a compreensão da multiplicidade das experiências humanas e a criticar estereótipos organicamente naturalizados.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Jeferson De: dogma feijoada, o cinema negro brasileiro


“A ele cabe a responsabilidade de botar os pontos nos is, como se dizia antigamente, e quando penso o quanto a imagem do negro foi vilipendiada pela cinematografia nacional é de dar arrepios. Quanta gente de talento se perdeu nessa barbárie de preconceitos, de racismo, de lugares comuns nos personagens criados pelo cinema brasileiro, feito de empregadas domésticas, de ladrões, de assassinos cruéis, de personagens históricos destorcidos. Tanto exotismo e tanto folclore.” (ARAÚJO, Emanuel. Jeferson De. São Paulo: Imprensa Oficial, 2005. p. 13)

Para quem se interessa por cinema e história vale a pena ler a cinebiografia de Jeferson De, disponível no site da Imprensa Oficial do governo do Estado de São Paulo. Jeferson De ganhou recentemente cinco prêmios com o longa Bróder em Gramado. A obra faz parte da Coleção Aplauso que reúne biografias de grandes nomes do teatro, cinema e TV, além de publicar alguns roteiros históricos do cinema brasileiro.

O livro é dividido em duas partes: a primeira, uma análise do cinema negro brasileiro por Noel dos Santos Carvalho; e a segunda compreende os roteiros dos filmes do diretor ilustrados com fotos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Unesco e MEC lançam coleção sobre história da África para ajudar na implantação de lei

Obras serão utilizadas como base para a produção de materiais didáticos para alunos e professores.

Sete anos depois de ser aprovada, a lei que inclui o estudo da cultura e da história da África como conteúdo obrigatório em todas as escolas brasileiras ainda não saiu do papel, na maioria do país. Um das razões é a falta de material de qualidade para que os professores possam trabalhar o tema com os alunos.

Para tentar preencher essa lacuna, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) lança em novembro uma coleção de oito volumes sobre a história da África. As obras serão utilizadas como base para a produção de materiais didáticos para alunos e professores.

O projeto é uma parceria do organismo com o Ministério da Educação (MEC). Segundo o coordenador da Área de Educação da Unesco no Brasil, Paolo Fontani, um diagnóstico feito pelos dois órgãos revelou que um dos principais entraves para a implantação da lei era a falta de materiais de qualidade. Fontani destaca que um diferencial desses livros é que eles foram elaborados por pesquisadores e historiadores africanos.

O lançamento deve ocorrer na semana do 20 de novembro, quando é comemorado o Dia da Consciência Negra. Como a coleção é muito extensa, paralelamente a Unesco e o MEC estão desenvolvendo em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFScar) um material pedagógico que possa ser utilizado pelo professor em sala de aula, "mais ágil e de fácil consulta, focado nas necessidades da sala de aula", explica Fontani. Em outra fase, o projeto pode incluir o treinamento de professores, adianta Fontani.

"É a primeira vez que a Unesco faz isso em outros países com essa coleção. Definitivamente estamos na ponta, o Brasil será o primeiro a fazer esse trabalho nesse tipo de escala", aponta.

(Agência Brasil, 26/9)

Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=73709

domingo, 5 de setembro de 2010

UERJ lembra os 100 anos da Revolta da Chibata com fim de semana de palestras

O ano de 1910 foi marcado no Brasil pela eclosão da "Revolta dos Marinheiros", conhecida posteriormente como "Revolta da Chibata", título do livro-reportagem do jornalista Edmar Morel publicado em 1959. Para além da memória da cidade do Rio de Janeiro, da Marinha Nacional e de movimentos sociais, o levante tornou-se um dos tópicos da História do Brasil no período da Primeira República e recebeu, sobretudo a partir dos anos 1990 e 2000, um novo tratamento e interesse historiográfico no país e no exterior.

Este encontro pretende reunir pela primeira vez os principais pesquisadores especialistas do tema na atualidade, buscando contemplar a pluralidade de abordagens sobre o assunto. Trata-se, portanto, de criar oportunidade para apresentação e debate dos resultados de tais trabalhos com a comunidade científica (desde alunos de Graduação até professores e pesquisadores de Pós-Graduação) e com um público de interessados no ano do centenário da Revolta da Chibata.

O evento será organizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e com apoio de agências de financiamento científico. O evento será gratuito, aberto ao público e serão fornecidos certificados de presença para quem comparecer ao menos a três sessões. A apresentação de cada expositor terá duração de 40 minutos e será seguida por um debate de 20 minutos.

Estão previstas duas apresentações na parte da manhã – eventualmente três no segundo dia – e duas à tarde, totalizando oito ou nove palestrantes, a serem confirmados.

Programação


Dia 9/09

9h30 | Recepção

10h às 12h | Contexto, idéias e recepção nacional e internacional
Coordenador: André Campos (Departamento de História da UERJ)

Tania Maria Tavares Bessone da Cruz Ferreira (UERJ- CEO-Pronex - CNPq)
A imprensa e o contexto da Revolta da Chibata: história e historiografia.

Joseph Love (Universidade de Illinois)
Revolta da Chibata: dimensões internacionais, aspectos ideológicos e perspectivas novas da segunda rebelião.

14h às 16h | Memória e Marinha
Coordenador: Marco Morel (UERJ)

José Miguel Arias Neto (UEL)
A revolução dos marinheiros de 1910 - Memória e Historiografia

Hélio Leôncio Martins (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro)
A criação de um mito

Dia 10/09


9h30 | Recepção

10h às 12h | Identidades, trajetórias e circulações
Coordenadora: Tania Maria Tavares Bessone da Cruz Ferreira (UERJ- CEO-Pronex - CNPq)

Zachary Ross Morgan (Boston College)
Radicalismo transatlântico e as raízes britânicas da Revolta da Chibata

Sílvia Capanema Pereira de Almeida (Universidade de Paris 13)
Vidas de marinheiro no Brasil republicano: identidades e lideranças da revolta de 1910

14h às 16h | Historiografia, sentidos e novas aberturas
Coordenadora: Sílvia Capanema Pereira de Almeida (Universidade de Paris 13)

Mário Maestri (UPF)
A Revolta dos Marinheiros Negros de 1910: o nacional, o internacional, o passado e o presente

Álvaro Pereira do Nascimento (UFRRJ - CEO-Pronex – PROCAD)
Revolta da Chibata: história e historiografia

18h | Exibição do documentário "João Cândido e a luta pelos Direitos Humanos"
Direção de Tania Quaresma e produzido pela Fundação Banco do Brasil.
Debate com Adalberto Cândido (filho do marinheiro João Cândido) e com os organizadores do evento.

Fonte: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4943/9/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

70% das faculdades públicas já adotam cotas ou bônus

Em 77% dos casos, decisão de adotar política partiu da própria instituição. Levantamento feito por pesquisadores do Rio mostra que estudantes de escolas públicas são os mais beneficiados

Mesmo sem lei federal que as obrigue a isso, sete em cada dez universidades públicas no Brasil já adotam algum critério de ação afirmativa, seja ele cota ou bônus no vestibular para alunos de escolas públicas, negros, indígenas e outros grupos.

O levantamento foi feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos, ligado à Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

De 98 universidades federais e estaduais, 70 adotam ação afirmativa (71%). Em 77% dos casos, a decisão de adotar cotas ou bônus surgiu da própria universidade.

Em apenas 16 instituições, a ação foi motivada por uma lei estadual. Não há lei federal -um projeto tramita no Congresso- que obrigue estabelecimentos da União a adotar cotas ou bônus.

O trabalho mostra também que são alunos de escolas públicas os mais beneficiados e que as cotas são mais utilizadas do que os bônus.

No caso das universidades que trabalham com cotas raciais, o critério utilizado para definir quem é negro ou indígena é quase sempre (85% dos casos) a autodeclaração. Nos demais, há exigência de fotografias ou comissões de verificação, métodos polêmicos por barrar candidatos que se consideram negros.

Para João Feres Júnior, um dos pesquisadores, em quase todas as 40 universidades que beneficiam negros, há preocupação de evitar que as vagas sejam ocupadas pelos de maior renda - o candidato deve comprovar carência ou estudo em escola pública.

Debate

Para ele, o crescimento de instituições que, sem a obrigação legal, adotam ações afirmativas reflete o amadurecimento do debate sobre a desigualdade racial no país.

Ele diz que, quando coordenou o Diretório Central de Estudantes da Unicamp, em 1986, o tema não era discutido nem nas ciências sociais. "Não passava pelas nossas mentes discutir a pauta."

Mesmo quem se beneficiou do avanço nas políticas de ação afirmativa aponta a falta de debate. É o caso de Wellington Oliveira dos Santos, 25, que se formou em psicologia em 2009 na Universidade Federal do PR, onde ingressou na cota para negros.

Santos reclama que, na época de sua graduação, não houve debates em seu curso sobre os motivos que estão levando as universidade públicas à adoção das cotas.

Criação de lei federal divide a opinião de especialistas

O fato de a maioria das universidades com ações afirmativas adotar a prática por iniciativa própria divide especialistas sobre a necessidade de uma lei federal.

Para Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade no RJ, uma lei federal é desnecessária e desrespeita a autonomia universitária.

"É melhor ver isto acontecer por um movimento espontâneo do que por uma lei que obrigue todas a adotarem um critério que coloque uma camisa de força", diz.

Já Renato Ferreira, gerente de projetos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, defende uma lei por entender que, em algumas universidades, os critérios ainda são tímidos. "Sem uma lei que regule o tema, demoraremos muito mais tempo para promover a igualdade que desejamos."

Beneficiados

Como a maioria adotou cotas ou bônus há menos de quatro anos, não há dados consolidados sobre o desempenho dos beneficiados. Na Uerj, uma avaliação mostrou que os alunos cotistas têm menor evasão e notas semelhantes aos demais na maioria dos cursos.

Na UFPR (Universidade Federal do Paraná), estudantes negros e oriundos de escolas públicas têm conseguido, na média, o mesmo rendimento nas avaliações que os outros universitários.

O sistema de cotas na UFPR, aprovado em 2003 por iniciativa da própria instituição, tem 8.000 beneficiados num total de 22 mil alunos.

Para o professor Paulo Vinícius Batista da Silva, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFPR, ainda há desafios a serem superados. "Os cotistas são alvos de desconfiança."

(Antônio Gois)
(Colaborou Dimitri do Valle)
(Folha de SP, 30/8)

Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=73147

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Back2Black 2010



Vem aí a nova edição do Festival Back to Black. A primeira aconteceu no ano passado e reuniu debates e shows variados em três dias de evento. O local, a Estação de Trem da Leoplodina no Centro do Rio, deu um charme todo especial ao festival. Na entrada mapas políticos da África e no interior lindas fotografias. Tive a felicidade de assistir a última noite do festival que reuniu, no debate, a escritora Dambisa Moyo e Gilberto Gil, como mediador o acadêmico Alberto da Costa e Silva. Cantando várias estrelas brasileiras e internacionais, entre elas Mart’nália, Angelique Kidjo, Omara Portuondo, Margareth Menezes, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e a, até então desconhecida do grande público, Maria Gadú. Uma bela festa.




Neste ano o festival acontecerá entre os dias 27 e 29 de agosto. A programação de debates terá, entre outros, Mia Couto, Rubem César Fernandes, Chris Abani e José Eduardo Agualusa. Na programação musical farão a festa artistas como Carlinhos Brown, Elza Soares, Seun Kuti, Arnaldo Antunes, Erykah Badu, Frejat, Mart’nália e Taj Mahal, além do DJ Negralha. Diferentemente do ano passado, a programação musical acontecerá em dois palcos diferentes e terá como destaque a realização de um baile charm tal e qual acontece no Viaduto de Madureira, com a presença inclusive de reais frequentadores.

Abaixo a programação:

Sexta (27.08):
No palco Estação:
às 19h, conferência "Direitos Humanos e sociedade civil", com Joyce Banda e outros;
às 21h, Carlinhos Brown;
às 22h30m, Seun Kuti e Fela’s Egypt 80

No palco Urbano:
às 23h, DJ Negralha;
à meia-noite, Stereo Maracanã;
à 1h, MC Zola;
às 2h15m, Zakee

Nos Trilhos:
às 20h30m, Quinteto Nuclear

Sábado (28/08):
No palco Estação:
às 19h30m, conferência "Criatividade", com Vik Muniz e outros;
às 21h, show de Arnaldo Antunes e Toumani Diabaté (participação de Jam da Silva);
às 22h30m, Erykah Badu

No palco Urbano:
às 23h, Theophilus London;
à meia-noite, Joya Bravo;
à 1h, Dave Stewart (participação especial de Judith Hill e Nadirah X

Nos Trilhos:
às 20h30m, Natasha Llerena.

Domingo (29/08):
No palco Estação:
às 17h, conferência "Literatura, Imagem e Som", com José Agualusa e Mia Couto;
às 19h, Celebração do Blues, com Elza Soares, Frejat, Mart'nália, Taj Mahal, Vieux Farka Touré e Lizz Wright.

No palco Urbano:
às 20h, Baile do Viaduto de Madureira.

Nos Trilhos:
às 18h30m, Os Roncadores.

Estação Leopoldina:
Av. Francisco Bicalho s/n, Centro — 2333-7866

Para acessar a programação completa do festival e obter maiores informações visite o site: http://www.back2blackfestival.com.br/portugues/

Retrato do 3° mundo: petróleo vaza há 50 anos na Nigéria

Acredite se quiser, mas isto é 3o mundo: petróleo vaza há 50 anos na Nigéria



Grandes vazamentos de petróleo não são novidade na Nigéria. O Delta do Níger, onde a riqueza embaixo da terra é desproporcional à pobreza na superfície, é submetido, há 50 anos, ao equivalente a um derramamento do navio Exxon Valdez (de 41 milhões de litros, ocorrido no Alasca, em 1989) ao ano, segundo estimativas. O petróleo vaza quase todas as semanas, e alguns pântanos há muito tempo não têm mais vida.
É provável que nenhum outro lugar da Terra tenha sido tão castigado pelo petróleo, e os habitantes estão impressionados com a atenção constante que é dada ao vazamento do Golfo do México. Há poucas semanas, um duto da Royal Dutch Shell que havia estourado nos mangues foi fechado após vazar por dois meses: agora, não há um ser vivo em um mundo preto e marrom outrora povoado por camarões e caranguejos.

Não muito longe dali, há petróleo no Riacho Gio, de um vazamento de abril. Em Akwa Ibom, o vazamento de um duto da Exxon Mobil durou semanas.

Os vazamentos são causados por dutos enferrujados, nunca fiscalizados em razão de regulamentação ineficiente ou criminosa e afetados por manutenção deficiente e sabotagens. Apesar da maré negra, os protestos não são frequentes - no mês passado, os soldados que guardam um local da Exxon Mobil espancaram mulheres que realizavam uma manifestação. "Não temos a imprensa internacional para cobrir o que acontece aqui, então ninguém se preocupa", lamenta Emman Mbong, de Eket.



As crianças nadam no estuário poluído, os pescadores levam seus barcos cada vez mais longe e as mulheres do mercado andam com esforço entre os riachos de petróleo. "O petróleo da Shell está no meu corpo", afirmou Hannah Baage.

O fato de o desastre do golfo paralisar um país e um presidente que tanto admiram é motivo de espanto para as pessoas daqui. "O presidente Obama está preocupado com aquele vazamento!", comentou Claytus Kanyie, funcionário da prefeitura. "Ninguém está preocupado com este aqui." Ao longe, saía fumaça de um lugar onde, segundo Kanyie, funciona uma refinaria ilegal operada por ladrões de petróleo e protegida, ao que se fala, pelas forças de segurança nigerianas. Antes dos vazamentos, disse Kanyie, as mulheres de Bodo ganhavam a vida catando moluscos e mariscos nos pântanos.

Nada menos que 2 bilhões de litros vazaram no Delta do Níger nos últimos 50 anos ou cerca de 41 milhões ao ano, concluíram especialistas em relatório de 2006. Portanto, as pessoas daqui olham com compaixão a situação no golfo. "Sentimos muito por eles, mas é o que acontece aqui há 50 anos", disse Mbong.

Embora grande parte da área tenha sido destruída, restam muitos espaços imensos de verde. Os ambientalistas afirmam que, com um programa de recuperação intensiva, o delta poderia voltar a ser o que era.




A Nigéria produziu mais de 2 milhões de barris de petróleo ao dia, no ano passado, e em mais de 50 anos milhares de quilômetros de dutos foram instalados nos pântanos. A Shell, principal empresa exploradora, opera em milhares de quilômetros quadrados, segundo a Anistia Internacional. Colunas envelhecidas de válvulas nos poços de petróleo se destacam entre palmeiras. Às vezes o petróleo jorra delas, mesmo que os poços estejam desativados.

Caroline Wittgen, porta-voz da Shell em Lagos, disse: "Não discutimos os vazamentos", mas argumentou que a "vasta maioria" é provocada por sabotagem ou roubo, e apenas 2% por falhas dos equipamentos ou erro humano.

Reportagem publicada no jornal "O Estado de São Paulo".

sábado, 14 de agosto de 2010

Do jongo ao samba no Rio de Janeiro


Encontro de baianas do jongo, do santo e do samba é uma iniciativa
cultural simbólica do Rio de Janeiro, para enfatizar os mais
relevantes patrimônios culturais: a Pedra do Sal e o samba, em sua
ancestralidade. O Centro Cultural Cartola brinda o público com show
musical gratuito, reunindo a Velha Guarda da Mangueira, a Velha Guarda
do Império Serrano, o jongo do Pinheiral e convidados - além da
participação especial das baianas do santo e do samba.

A Pedra do Sal é um lugar histórico, localizado aos pés do Morro da
Conceição, na Gamboa. Em 1984, em 20 de novembro, Dia Nacional da
Consciência Negra, o sítio, no coração da Saúde, foi tombada pelo
Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac), como um fragmento
de memória rupestre da Pequena África. Em 2007, o samba carioca
tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sob registro do
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A energia feminina fez do samba uma das maiores manifestações
populares. Sua origem ainda hoje é discutida. Seu nome, segundo alguns
autores, provém de semba, que quer dizer "umbigada" - união do baixo
ventre, no batuque de angola. Pode-se afi rmar que a música africana
entrou no País com os primeiros escravos negros. E esse encontro das
baianas do santo, do jongo e do samba visa difundir esses patrimônios
material e imaterial do Rio de Janeiro e do Brasil.

PROGRAMAÇÃO

14h. Exibição do vídeo Matrizes do Samba no Rio de Janeiro e
degustação de quitutes dos tabuleiros das baianas.

15h. Apresentação musical, com baianas em trajes típicos. Elenco:
Jongo do Pinheiral, Velha Guarda do Império Serrano, Velha Guarda da
Mangueira e de baianas do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio
de Janeiro, dentre outros artistas convidados.

18h. Saída do cortejo para Pedra do Sal (e todas as baianas do santo,
do jongo e do samba)

SERVIÇO
Data: 22 de agosto
Local: Rua Sacadura Cabral, 154 (The Week), com cortejo para a Pedra do Sal
Horário: a partir das 14h
Entrada franca: confi rmar presença pelo e-mail aniversariopalmares.rj@gmail.com

Fonte: http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=2957